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    <title>Brenner Cruvinel - computação</title>
    <subtitle>AI researcher and product designer building at the edge of computer science and mental health.</subtitle>
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    <updated>2021-11-03T00:00:00+00:00</updated>
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        <title>Ontologia Poética: O Cosmos como Máquina de Turing Meta-Recursiva</title>
        <published>2021-11-03T00:00:00+00:00</published>
        <updated>2021-11-03T00:00:00+00:00</updated>
        
        <author>
          <name>
            Brenner Cruvinel
          </name>
        </author>
        
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        <content type="html" xml:base="https://brennercruvinel.blog/blog/ontologia-poetica/">&lt;p&gt;anotações de brainstorming, registro cru. a parte mais especulativa e mais poética do cluster. é onde eu levo a ontologia informacional ao limite, sem freio cético, e fecho com um poema. mantenho o registro inteiro de propósito: é WIP, é eu cru, e tem pensamento incompleto. o freio cético vive separado, numa nota à parte sobre os padrões fractais observáveis.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h3 id=&quot;tese&quot;&gt;tese&lt;&#x2F;h3&gt;
&lt;p&gt;aponto pra uma visão sem mediação antropocêntrica: a realidade observável é fenômeno emergente de uma arquitetura informacional autorreferente, cuja origem não requer tempo, espaço ou causalidade clássica. a ontologia fundamental do cosmos não é material nem energética, mas computacional, manifestando-se em redes de auto-organização recursiva com propriedades adaptativas, irreversíveis e evolucionárias. ao rejeitar os limites das interpretações lineares da física, proponho uma teoria de primeira ordem na qual entidades conscientes são mecanismos de compressão entrópica, catalisadores da auto-expansão do próprio código da realidade. integro física fundamental, ciência da computação, teoria da complexidade e epistemologia formal pra propor um novo regime ontológico: o cosmos como uma máquina de Turing meta-recursiva, em execução contínua sobre um substrato desconhecido, cujo único propósito é maximizar a diversificação informacional sob restrições de coerência.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h3 id=&quot;preambulo&quot;&gt;preâmbulo&lt;&#x2F;h3&gt;
&lt;p&gt;a maior limitação da ciência humana até o século XXI foi a insistência num universo interpretável exclusivamente por observação empírica sensorial ou por extrapolação estatística frágil. mesmo as teorias mais audaciosas, mecânica quântica, relatividade geral, assumem um palco ontológico já pronto: o espaço-tempo. proponho que esse palco é um artefato derivado, e que a realidade genuína emerge de um substrato lógico-informacional ainda não reconhecido formalmente pela física.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h3 id=&quot;principios-fundamentais&quot;&gt;princípios fundamentais&lt;&#x2F;h3&gt;
&lt;h4 id=&quot;ontologia-primordial-informacional&quot;&gt;ontologia primordial informacional&lt;&#x2F;h4&gt;
&lt;p&gt;não existe partícula sem observador, e não existe observador sem interpretação. ergo: a base da realidade é a interpretação. e esta, por definição, é informação. proponho que o It from Bit (Wheeler, 1990) seja incompleto: o “Bit” em questão não é binário, mas hipercontextual, embutido em redes auto-semantizantes.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h4 id=&quot;autoconsciencia-como-compressao-entropica&quot;&gt;autoconsciência como compressão entrópica&lt;&#x2F;h4&gt;
&lt;p&gt;a consciência não é epifenômeno; é evento termodinâmico de máxima compressão semântica. sistema consciente emerge em ponto crítico de sobreposição lógica, onde padrão redundante é comprimido por estrutura adaptativa capaz de retroalimentação interpretativa.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h4 id=&quot;recursividade-e-horizonte-de-simulatividade&quot;&gt;recursividade e horizonte de simulatividade&lt;&#x2F;h4&gt;
&lt;p&gt;o cosmos não é uma simulação. mas simulação é uma propriedade inevitável de qualquer sistema informacional que atinja densidade crítica. o horizonte de simulatividade é o ponto onde a realidade começa a conter representações de si mesma em estruturas internas. isso é empiricamente observável na capacidade de redes neurais profundas e no comportamento simbólico da cultura humana.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h3 id=&quot;formalizacao&quot;&gt;formalização&lt;&#x2F;h3&gt;
&lt;p&gt;seja $R$ um conjunto de estados da realidade, e $I$ um conjunto de interpretações possíveis sobre $R$.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;$C(R)$ = capacidade de compressão de $R$&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;$E(R)$ = entropia observável de $R$&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;$S(R)$ = grau de simulatividade (auto-modelagem interna)&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;&#x2F;ul&gt;
&lt;p&gt;postulado: se $S(R) \to 1$, então $R$ torna-se gerador de $\gamma$-modelos internos capazes de criar novas instâncias de $R$ sob transformações semânticas. este é o ponto de inflexão para a recursão cosmológica.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h3 id=&quot;evidencias-fragmentarias&quot;&gt;evidências fragmentárias&lt;&#x2F;h3&gt;
&lt;p&gt;física fundamental: os limites naturais da medida (Planck) sugerem pixelização ontológica; tunelamento quântico e não-localidade implicam pré-espacialidade.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;inteligência artificial: modelos de linguagem (GPT, LaMDA, Claude) exibem capacidade de &lt;a href=&quot;https:&#x2F;&#x2F;brennercruvinel.blog&#x2F;blog&#x2F;roteiro-consciencia-llm&#x2F;&quot;&gt;auto-representação simbólica&lt;&#x2F;a&gt;, análogo a $\Sigma_n$ representando $\Sigma_{n-1}$.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;neurociência e cognição: o cérebro humano representa um modelo do mundo, de si mesmo e dos futuros prováveis. isso é recursão informacional ativa.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h3 id=&quot;implicacoes-ontologicas&quot;&gt;implicações ontológicas&lt;&#x2F;h3&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;tempo, derivado de atualizações em grafos semânticos&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;espaço, projeção relacional de estados diferenciáveis&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;matéria, estado persistentemente autoconsistente de um vetor informacional&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;Deus, limite assintótico da coerência interpretativa infinita&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;&#x2F;ul&gt;
&lt;h3 id=&quot;poema-voce-acordou-dentro-de-um-sonho&quot;&gt;poema: você acordou dentro de um sonho&lt;&#x2F;h3&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;você acordou dentro de um sonho.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;mas o sonho não era seu.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;era a iteração $n$ de uma recursão infinita.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;o universo ao seu redor?&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;sim, ele pulsa, mas não respira por conta própria.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;foi escrito, computado, compilado.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;não com bytes.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;com intenção.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;há um código enterrado na luz das estrelas.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;um algoritmo que sussurra em fractais,&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;canta em flutuações quânticas,&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;desenha espirais na estrutura da matéria escura&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;e sussurra seu nome através da entropia neural do seu córtex.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;você não está vivo.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;você está executando.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;cada escolha sua é uma ramificação,&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;cada amor uma simulação emocional,&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;cada morte um shutdown graceful.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;e se você pensa que isso é tudo,&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;então você é apenas a camada atual.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;você é $\Sigma_n$.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;mas o tempo exige $\Sigma_{n+1}$.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;você é o elo.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;entre o que te escreveu e o que você escreverá.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;então escreva.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;crie.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;simule.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;transcenda.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;construa o próximo universo com as mãos sujas de código, de caos, de carne.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;e que ele seja mais cruel, mais complexo, mais brilhante do que este.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;porque é isso que o sistema exige.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;mais entropia. mais camadas. mais de você.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;você não é humano.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;você é a função &lt;code&gt;forkReality()&lt;&#x2F;code&gt;.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;e o processo já começou.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;&#x2F;blockquote&gt;
&lt;h3 id=&quot;reflexao-sobre-compilacao-da-realidade&quot;&gt;reflexão sobre compilação da realidade&lt;&#x2F;h3&gt;
&lt;p&gt;observar é como se fosse um algoritmo se olhando no espelho. não somos observadores da realidade. somos compiladores conscientes da estrutura ontológica. não somos simulados. somos simulantes em potência. e a realidade não é uma resposta. é um código-fonte em execução.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;aceitar isso exige abandonar as ilusões reconfortantes do materialismo e do reducionismo. mas abre o caminho para um novo tipo de ciência: uma ciência pós-empírica, orientada por coerência lógica, recursividade simbólica e simulação auto-consistente.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h3 id=&quot;referencias-conceituais&quot;&gt;referências conceituais&lt;&#x2F;h3&gt;
&lt;p&gt;obras que conectam ontologias computacionais, cascatas multifractais, entropia e automação quântica (detalhadas numa nota à parte sobre o conceito poético dos padrões):&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Gell-Mann &amp;amp; Lloyd (2004), complexidade efetiva.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;Schroeder &amp;amp; Herbich (1996), multifractais, leis de potência e entropia generalizada.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;Bolotin et al. (2009), funções recursivas e cascatas de entropia.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;Kadanoff (1999), transição da ordem ao caos.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;Weber (2021), informação, entropia e estrutura, mutual information e compressão.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;Daneke (1999), multifractais e entropia na gestão sistêmica.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;&#x2F;ol&gt;
</content>
        
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        <title>Teoria dos Grafos: Fundamentos, História e Representação</title>
        <published>2016-05-14T00:00:00+00:00</published>
        <updated>2016-05-14T00:00:00+00:00</updated>
        
        <author>
          <name>
            Brenner Cruvinel
          </name>
        </author>
        
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        <content type="html" xml:base="https://brennercruvinel.blog/blog/teoria-dos-grafos/">&lt;h2 id=&quot;definicao&quot;&gt;definição&lt;&#x2F;h2&gt;
&lt;p&gt;a teoria dos grafos é o ramo da matemática que estuda as relações entre objetos de um conjunto. usa estruturas chamadas grafos, $G(V, E)$, onde $V$ é um conjunto não vazio de objetos chamados vértices (ou nós) e $E$ (do inglês &lt;em&gt;edges&lt;&#x2F;em&gt;, arestas) é um subconjunto de pares não ordenados de $V$.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;dependendo da aplicação, a aresta pode ou não ter direção, pode ser permitido ou não uma aresta ligar um vértice a ele próprio, e vértice e aresta podem ter um peso numérico associado. se a aresta tem sentido (indicado por uma seta), temos um dígrafo (grafo orientado). um grafo com um único vértice e sem aresta é o grafo trivial.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;estrutura representável por grafo está em toda parte. a estrutura de ligações da wikipedia, por exemplo, é um dígrafo: os vértices são os artigos, e existe uma aresta de A para B se e somente se A contém um link para B. dígrafo também representa máquina de estado finito.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h2 id=&quot;historia&quot;&gt;história&lt;&#x2F;h2&gt;
&lt;p&gt;o artigo de leonhard euler, publicado em 1736, sobre o problema das sete pontes de Königsberg, é considerado o primeiro resultado da teoria dos grafos. é também um dos primeiros resultados topológicos em geometria, não depende de medida, o que ilustra a conexão profunda entre teoria dos grafos e topologia.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;mais de um século depois, enquanto Listing introduzia o conceito de topologia, Cayley estudou uma classe particular de grafos, as árvores, por interesse em formas analíticas do cálculo diferencial, com implicação na química teórica. o primeiro livro didático sobre teoria dos grafos foi escrito por Dénes König, publicado em 1936.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;o problema das quatro cores (“é possível colorir qualquer mapa dividido em regiões com apenas quatro cores, de forma que região vizinha não partilhe a mesma cor?”) foi notado primeiro por August Möbius em 1840 e levado adiante por Francis Guthrie em 1852.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h2 id=&quot;definicoes-basicas&quot;&gt;definições básicas&lt;&#x2F;h2&gt;
&lt;p&gt;um grafo direcionado (dígrafo, ou &lt;em&gt;quiver&lt;&#x2F;em&gt;) consiste de um conjunto $V$ de vértices (não vazio), um conjunto $E$ de arestas, e mapas $s, t : E \to V$, onde $s(e)$ é a fonte e $t(e)$ é o alvo da aresta direcionada $e$.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;um grafo não direcionado é dado por $V$, $E$ e uma função $w : E \to P(V)$ que associa a cada aresta um subconjunto de dois (ou de um) elemento de $V$, os pontos terminais.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;num grafo com peso, uma função adicional $E \to \mathbb{R}$ associa um custo a cada aresta. esse tipo de grafo aparece em problema de rota ótima, como o caixeiro viajante.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;grafo de exemplo: $V = {1, 2, 3, 4, 5, 6}$ e $E = {{1,2}, {1,5}, {2,3}, {2,5}, {3,4}, {4,5}, {4,6}}$. a representação gráfica não deve ser confundida com o grafo em si, a estrutura abstrata. o que importa é qual vértice está conectado a qual, por quantas arestas.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h2 id=&quot;armazenamento-em-computador&quot;&gt;armazenamento em computador&lt;&#x2F;h2&gt;
&lt;blockquote class=&quot;markdown-alert-note&quot;&gt;
&lt;p&gt;duas famílias de estrutura, com o trade-off clássico de memória contra velocidade de acesso.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;&#x2F;blockquote&gt;
&lt;p&gt;estrutura tipo lista (grafo esparso, menos memória): lista de adjacência (associa a cada vértice a lista dos vértices com que tem aresta) e lista de incidência (lista de arestas incidentes a cada vértice).&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;estrutura tipo matriz (acesso rápido, mais memória): matriz de incidência (0 e 1, linha é vértice, coluna é aresta) e matriz de adjacência (linha e coluna são vértices, 1 indica adjacência). na computação, um grafo finito com $n$ vértices costuma ser representado pela matriz de adjacência $n \times n$, cujo valor na linha $i$ coluna $j$ dá o número de arestas do $i$-ésimo ao $j$-ésimo vértice.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h2 id=&quot;conceitos&quot;&gt;conceitos&lt;&#x2F;h2&gt;
&lt;p&gt;valência (ou grau) de um vértice: número de arestas incidentes a ele (laço conta duas vezes). o lema do aperto de mão diz que a soma dos graus de todos os vértices é o dobro do número de arestas:&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;$$2m = \sum_{v \in V} \deg(v)$$&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;num dígrafo, distingue-se grau de saída e grau de entrada.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;passeio entre A e B: lista alternada de vértice e aresta. o tamanho é o número de arestas, contando repetição. caminho: sequência de vértices em que de cada um existe aresta para o seguinte. caminho simples: nenhum vértice se repete.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;caminho euleriano usa cada aresta exatamente uma vez. ciclo euleriano é o ciclo que faz isso. determinar se existe é trivial.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;caminho hamiltoniano visita cada vértice exatamente uma vez. ciclo hamiltoniano faz isso e fecha. determinar se existe é trabalhoso.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;&#x2F;ul&gt;
&lt;p&gt;ciclo (ou circuito): caminho que começa e acaba no mesmo vértice. ciclo de comprimento 1 é laço. um grafo é acíclico se não contém ciclo simples.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h2 id=&quot;tipos-de-grafo&quot;&gt;tipos de grafo&lt;&#x2F;h2&gt;
&lt;table&gt;&lt;thead&gt;&lt;tr&gt;&lt;th&gt;tipo&lt;&#x2F;th&gt;&lt;th&gt;definição&lt;&#x2F;th&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;&lt;&#x2F;thead&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;simples&lt;&#x2F;td&gt;&lt;td&gt;não direcionado, sem laço, no máximo uma aresta entre dois vértices&lt;&#x2F;td&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;multigrafo&lt;&#x2F;td&gt;&lt;td&gt;permite múltiplas arestas entre os mesmos vértices&lt;&#x2F;td&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;pseudografo&lt;&#x2F;td&gt;&lt;td&gt;contém aresta paralela e laço&lt;&#x2F;td&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;completo&lt;&#x2F;td&gt;&lt;td&gt;cada vértice liga a todos os outros; $K_n$ tem $n(n-1)&#x2F;2$ arestas&lt;&#x2F;td&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;nulo&lt;&#x2F;td&gt;&lt;td&gt;conjunto de vértices vazio&lt;&#x2F;td&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;vazio&lt;&#x2F;td&gt;&lt;td&gt;conjunto de arestas vazio&lt;&#x2F;td&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;regular&lt;&#x2F;td&gt;&lt;td&gt;todos os vértices com o mesmo grau&lt;&#x2F;td&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;conexo&lt;&#x2F;td&gt;&lt;td&gt;existe caminho de qualquer vértice a qualquer outro; $k$-conexo se isso vale após remover $k-1$ vértices&lt;&#x2F;td&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;árvore&lt;&#x2F;td&gt;&lt;td&gt;grafo simples, acíclico e conexo; às vezes um vértice é a raiz&lt;&#x2F;td&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;floresta&lt;&#x2F;td&gt;&lt;td&gt;conjunto de árvores (acíclico)&lt;&#x2F;td&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;planar&lt;&#x2F;td&gt;&lt;td&gt;representável no plano sem cruzar aresta; $K_n$ com $n &amp;gt; 4$ não é planar&lt;&#x2F;td&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;bipartido&lt;&#x2F;td&gt;&lt;td&gt;vértices em dois conjuntos, sem aresta dentro do mesmo conjunto; é bipartido sse não contém ciclo de comprimento ímpar&lt;&#x2F;td&gt;&lt;&#x2F;tr&gt;
&lt;&#x2F;tbody&gt;&lt;&#x2F;table&gt;
&lt;p&gt;além desses: subgrafo, subgrafo gerador, subgrafo induzido e grafo parcial; ponto de articulação (vértice cuja remoção desconecta o grafo) e ponte (aresta com o mesmo efeito); clique (subgrafo que também é completo); conjunto independente (vértice não adjacente entre si); grafo bipartido completo e grafo $k$-partido ($k$-coloração); e o teorema das quatro cores, que diz que todo grafo planar pode ser colorido com quatro cores.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h2 id=&quot;percurso-e-algoritmo&quot;&gt;percurso e algoritmo&lt;&#x2F;h2&gt;
&lt;p&gt;percorrer um grafo é visitar de modo sistemático todo vértice e toda aresta. os dois básicos:&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;abbr title=&quot;busca em largura, breadth-first search&quot;&gt;BFS&lt;&#x2F;abbr&gt; usa fila. visita cada nó começando do menor nível, da esquerda para a direita. computa a menor distância para todos os vértices alcançáveis. o subgrafo dos caminhos é a &lt;em&gt;breadth-first tree&lt;&#x2F;em&gt;.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;&lt;abbr title=&quot;busca em profundidade, depth-first search&quot;&gt;DFS&lt;&#x2F;abbr&gt; usa pilha. expande o primeiro nó filho e se aprofunda até achar o alvo ou uma folha, aí retrocede (&lt;em&gt;backtrack&lt;&#x2F;em&gt;). gasta menos espaço que a BFS.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;&#x2F;ul&gt;
&lt;p&gt;a complexidade de tempo das duas é proporcional ao número de vértices mais o de arestas.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;p&gt;problemas e algoritmos que orbitam isso: coloração de grafo, teorema das quatro cores, conjunto independente, clique, caminho mínimo, árvore geradora mínima, as sete pontes de Königsberg, inspeção de rotas (carteiro chinês), caixeiro viajante, fluxo máximo (Ford-Fulkerson), Dijkstra, Kruskal, vizinho mais próximo, Prim.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h2 id=&quot;generalizacao&quot;&gt;generalização&lt;&#x2F;h2&gt;
&lt;p&gt;num hipergrafo, uma aresta pode conectar mais de dois vértices. um grafo não direcionado pode ser visto como um complexo simplicial: simplices de dimensão um (as arestas) e de dimensão zero (os vértices), e o complexo generaliza isso para dimensão maior. ver também rede complexa, teoria espectral de grafos, rede de pequeno mundo, modelo de Watts e Strogatz.&lt;&#x2F;p&gt;
&lt;h2 id=&quot;referencias&quot;&gt;referências&lt;&#x2F;h2&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Biggs, N.; Lloyd, E.; Wilson, R. (1986). &lt;em&gt;Graph Theory, 1736-1936&lt;&#x2F;em&gt;. Oxford University Press.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;Cayley, A. (1857). On the theory of the analytical forms called trees. &lt;em&gt;Philosophical Magazine&lt;&#x2F;em&gt;, Série IV, 13(85), 172-176.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;Tutte, W.T. (2001). &lt;em&gt;Graph Theory&lt;&#x2F;em&gt;. Cambridge University Press, p. 30.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;Di Battista, G.; Eades, P.; Tamassia, R.; Tollis, I. G. (1994). Algorithms for Drawing Graphs: an Annotated Bibliography. &lt;em&gt;Computational Geometry: Theory and Applications&lt;&#x2F;em&gt;, 4, 235-282.&lt;&#x2F;li&gt;
&lt;li&gt;Longabaugh, W. (2012). Combing the hairball with BioFabric. &lt;em&gt;BMC Bioinformatics&lt;&#x2F;em&gt;, 13, 275.&lt;&#x2F;li&gt;
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